segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Segunda-feira.

Segunda. Dia bom, até. Pra falar a verdade, é nessa segunda em que se consagra minha primeira semana de férias.
Terça eu vou até a escola. Provavelmente não estudarei coisa alguma. Conversarei e rirei de qualquer coisa, porque assim o dia não se perde. E, na volta pra casa, em pleno calor do meio-dia, sentarei no primeiro banco depois da catraca do ônibus. Dia normal.
Mas minha segundas-feiras andam assim, anormais. Faça chuva, faça sol, pra mim é sempre a mesma coisa. A mesma coisa anormal. Permaneço deitada a tarde toda, curtindo a televisão e o ócio (que me são tão merecidos). É um dia querido por mim, já que representa o descanso completo.
Não paro de pensar um minuto em como serão as coisas na minha vida, e na vida de todo mundo. Como é que vai ser? Ano que vem é outra coisa. Ano que vem será, definitivamente, outra coisa. Estou louca pra saber o que será. Ficando em casa ou indo embora, muda. Tudo muda.
Quero deixar claro: nem tudo muda. Eu não mudo há uns dois anos. Há uns dois anos que eu penso da mesma forma. Há dois anos que conheço as mesmas pessoas, há dois anos que eu gosto delas da mesma forma, há dois anos que minha rotina segue a mesma. E isso é bom. Jamais quero despedir-me disso. O igual também tem sua beleza.

É isso que é a segundona: dia de se escrever tudo que se deseja.

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