Tive hoje uma inspiradora aula de história. Professor Martim com certeza nem tomará conhecimento disso, mas cada coisa que é dita em sua aula muda, de alguma maneira, minha visão totalmente distorcida desse planetinha. Talvez por ser uma aula de história? Não, não, em quase todas as aulas me sinto comovida por algum motivo. Mas esse dia, nove de novembro de dois mil e nove, é uma data que se destaca.
Por quê? Queda do Muro de Berlim? Sim.
Primeiramente, a turma toda sentou-se na sala de multimídia. Professor Martim, então, com seu notebook ligado, colocou um documentário sobre o dia da queda do muro alemão, que dividia a Alemanha em Ocidental e Oriental. No meio de algumas cenas fictícias e uma narração detalhadíssima, apareceram imagens e depoimentos reais de pessoas atravessando o muro, quebrando o muro, chorando, rindo, abraçando (uns aos outros)...
Pergunto a quem quer que leia essa coisa aqui: já pensou se isso ainda existisse? E se fosse, ainda, em outras condições, como por exemplo, um muro bem no meio do Brasil ou impedindo o contato entre dois estados? O que aconteceria?
Para uns, a queda foi também o fim de suas vidas. O sonho comunista acabou. Aliás, nunca se realizou de verdade. Devo confessar minha veia comunista. Minha minúscula e infartante veia comunista. E eu queria ter vivido tudo isso, e também tantas outras coisas. Quiçá fazer parte de uma história qualquer. Uma história documentada.
Não quero estar onde estou, não quero me sentir como me sinto. Gosto de poucas coisas, gosto de muitas pessoas, e algumas delas eu nem conheço.
Acho que há uma espécie de muro em mim. Tal qual o Muro de Berlim, estou dividida ao meio. Não vejo a hora dele ser quebrado. Se bem que o de Berlim durou uns bons e longos anos. Eu acho que posso esperar mais um pouco.
teus textos são tanto tanto de ti.
ResponderExcluiré bonito lê-los.
a
ResponderExcluirtu
a
li
za
:))